Respondo Talvez com outro Quase


Desse Quase que adorei ver descrito por Veríssimo, nada posso acrescentar...
Há outro Quase porém, que merece ser recordado... e outra face do Talvez.
Acarinho ambos, Quase e Talvez.
O Quase vivido como o Copo Meio Cheio que dá de beber ao corpo e à alma o Dourado que ocupa o Meio Vazio - o néctar preciso para chegar ao Cheio, ele próprio um Quase Cheio de um Copo Maior.
Quero assumir esse Quase, viver um Quase de cada vez, com a Coragem de ainda não Ser Tanto e Como eu queria, e com Alegria por aprender esse "Vir a Ser".
Mantendo como Talvez, esse Copo Cheio que vejo num vislumbre e busco, pois é minha vontade fazer a vontade à alma que sou. Sem agarrar essa imagem, nem tentar beber esse Meio Cheio que ainda não É. Pois o Talvez é o foco de luz que me segura enquanto não tento segurá-lo.
O Talvez não vive no Agora. Habita essa terra de ninguém e de toda a gente, onde tudo é possível e nada é, ainda, ou sendo, deixou de ser vivo.
Talvez algo estagnado, que não arrisca morrer. Talvez algo que vivo, receia viver… Ou Talvez o Infante adorado, que se prepara para nascer.
Em cada Quase que nasce, morrem inúmeros Talvez.
Há que aprender a reconhecer o Quase que É Morto e o Quase que Suga Vida.
Há que libertar daí o colo, e dá-lo como berço ao Talvez que Nutre.
Com Cada Quase ato um nó na linha do meu destino, tecendo cada degrau que exploro e acaricio ate ser hora de o deixar voar.
Com Cada Talvez percorro o desconfortável vazio entre nós, assumindo-o, enquanto escolho o próximo nó que ato e todos aqueles que desato, cá e lá.
Com Aquele Talvez, reconheço o rumo desta escada... das várias escadas… nós entre nós… e pasmo de alegria por Criar em cada Quase, Parte desse Talvez.
Um abraço talvez tão pleno ou quase tão poderoso
como pode ser partilhado
entre almas ternas que se amam
Margarida

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